sábado, 26 de novembro de 2016

   Algumas coisas são fáceis de se lembrar, aquele primeiro contato, primeiro sorriso, primeiras gargalhadas, primeiras conversas, primeiro abraço, primeiro beijo, o último adeus.
   Um adeus que é fácil de ser lembrado, mas que dilacera o coração a cada vez que passeia pela mente.
   Aquele adeus que tirou toda a graça e sentido de uma viagem à Itália, a beleza de Helena, quebrou todas as expectativas de uma sala enorme com cortinas brancas. Que faz repensar sobre a necessidade de se criar um Golden em casa, quem sabe um Pug.
   Agora os óculos ficam jogados pela sala, não mais descansando da forma certa. A mochila continua sendo carregada em um ombro só. As filmagens dos filmes, perderam seu encanto, tanto faz se a palheta de cores combina com a cena. As músicas nacionais continuam sendo apenas "sem vida". Futebol americano, voltou a ser um esporte de longe.
   Quanta coisa muda em apenas 20 minutos, quantas vidas se alteram e lembranças se alternam. Quanta dor vem à garganta e insiste em não mais curar. Profundo é o corte daquele adeus, não machuca a carne, mas a alma.
    Algumas coisas são fáceis de se esquecer, a cor do vestido que se usava no primeiro encontro, onde foi que disseram aquelas palavras, quando foi que a vida começou a ter novamente um brilho intenso. Mas apenas uma pessoa se esquece destas coisas, pois a outra guarda cada pedaço em potinho especial.
    As primeiras e últimas coisas são sempre fáceis de serem lembradas, mas quando todo o correr das águas é guardado na mesma intensidade, ah, aí não há adeus que apague. Dizem que é aí que o adeus vira um "até logo".

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